A arte como instrumento terapêutico na psicologia analítica: imaginação ativa, símbolo e individuação na obra de C. G. Jung

Autores

  • Osvaldo Gonçalves Psicanalista clínico, Brasil Autor

Palavras-chave:

Jung, psicologia analítica, arteterapia, imaginação ativa, individuação

Resumo

Este artigo examina a função terapêutica da produção artística na psicologia analítica de C. G. Jung, percorrendo quatro usos distintos da imagem na clínica: a imaginação ativa como método de confronto deliberado com conteúdos autônomos da psique; a figuração plástica como operador de simbolização e transformação de energia psíquica; a amplificação de motivos oníricos por paralelos culturais; e a leitura de séries de produções como recurso de avaliação de processo. Sustenta-se que esses usos não são intercambiáveis e que a indistinção entre eles responde por boa parte da imprecisão com que a arteterapia de orientação junguiana costuma ser descrita. Argumenta-se que o fundamento da eficácia atribuída à imagem não está em sua qualidade estética nem em sua decifração verbal, mas na função transcendente — a operação pela qual uma terceira posição emerge da tensão entre consciência e inconsciente. Conclui-se que a produção plástica possui valor clínico consistente como via de acesso e como registro de processo, mas alcance limitado como instrumento diagnóstico, por não dispor de critérios de leitura padronizados nem de parâmetros de validação externos à relação analítica.

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Publicado

12/20/2024

Como Citar

A arte como instrumento terapêutico na psicologia analítica: imaginação ativa, símbolo e individuação na obra de C. G. Jung. (2024). Interapia – Revista de Clínica, Cultura e Ciências Mentais, 2(1), 33-40. https://editorial.interapia.org/index.php/interapia/article/view/45

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