Arquétipos na psicologia analítica: um modelo triádico e suas consequências clínicas

Autores

  • Márcia Aparecida Rodrigues Psicanalista clínica, Brasil Autor

Palavras-chave:

arquétipo, psicologia analítica, imagem arquetípica, símbolo, prática clínica

Resumo

O conceito de arquétipo ocupa na psicologia analítica posição estruturante e, ao mesmo tempo, persistentemente ambígua: designa ora uma disposição herdada e irrepresentável, ora a imagem que dela emerge na experiência. Este artigo reconstitui a elaboração do conceito na obra de Jung, com ênfase na distinção entre arquétipo-como-tal e imagem arquetípica, e propõe um modelo triádico que discrimina três níveis de operação arquetípica: estrutural, regulatório e representacional. O percurso examina a posição junguiana sobre o inconsciente como matriz autônoma, por oposição à concepção do inconsciente como depósito de conteúdos descartados; confronta essa posição com formulações contemporâneas da neurociência do sonhar e com objeções emergentistas que derivam o arquétipo da experiência; e discute as ressonâncias do conceito em etologia, antropologia estrutural e linguística. Argumenta-se que a confusão recorrente entre os três níveis responde por boa parte das críticas dirigidas à noção de inatismo em Jung e que sua discriminação tem consequências diretas sobre a clínica, especialmente no uso de técnicas expressivas e na leitura do material simbólico segundo os eixos de causalidade, finalidade e sincronicidade.

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Publicado

20/12/2024

Como Citar

Arquétipos na psicologia analítica: um modelo triádico e suas consequências clínicas. (2024). Interapia – Revista de Clínica, Cultura e Ciências Mentais, 2(1), 55-62. https://editorial.interapia.org/index.php/interapia/article/view/37

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